O Escritório — Souza Gitirana
Souza Gitirana Advocacia Criminal

O Escritório

A defesa feita à mão

Um escritório de advocacia criminal desenhado para casos que não cabem em fórmulas: os de alta complexidade técnica, os de forte exposição pública e os que reúnem as duas coisas ao mesmo tempo.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Ruy Barbosa

Ruy Barbosa escreveu essa frase como diagnóstico, não como resignação. Ela descreve o que acontece quando a forma se torna decorativa e o poder deixa de encontrar resistência técnica: a desonra prospera porque ninguém a contradiz com método. Este escritório existe para contradizer com método.

Recebemos pessoas, não processos. Antes de existir um número de autos, existe uma biografia interrompida — uma família que perdeu o sono, uma reputação submetida ao julgamento sumário do noticiário, um patrimônio construído em décadas e ameaçado em uma manhã. É desse ponto, e não do arquivo, que a defesa começa.

Compreendemos o acusado como indivíduo inserido em uma engrenagem social complexa. Foucault mostrou que a punição moderna não se limita ao corpo nem ao cárcere: ela classifica, vigia, produz identidades e distribui vergonha. Beccaria já havia alertado que a medida da pena não é o clamor, e sim o dano. Ler essa engrenagem — suas pressões políticas, seus apetites midiáticos, seus automatismos burocráticos — é trabalho técnico, não retórica de rodapé.

Daí a palavra artesanal. Recusamos a defesa produzida em série, a petição de gaveta, a tese que serve a todos e por isso não serve a ninguém. Cada caso é medido, cortado e costurado à mão, sobre a matéria única de que é feito: os fatos, o tempo, o tribunal e a pessoa. O artesão conhece o material antes de cortar; o advogado deve conhecer o processo antes de escrever.

Trabalhamos com um número deliberadamente reduzido de causas. Não é escassez: é a única condição em que a atenção continua sendo um método, e não uma promessa de folheto. Quem contrata este escritório contrata presença — a mesma pessoa que lê a denúncia é a que sustenta a tese na tribuna.

E, porque toda crise penal é também uma crise de narrativa, tratamos a liberdade e o nome como dois bens indivisíveis. Defender apenas um deles é entregar o outro.

O Método

I

Escuta antes da tese

Nenhuma estratégia é desenhada na primeira reunião. Primeiro se reconstrói o fato — inteiro, com o que incomoda — porque é ali que a defesa encontra o que é seu.

II

Antecipação de cenários

Toda peça é escrita pensando na decisão seguinte e no recurso que virá depois dela. Defender é jogar três lances à frente, não reagir ao último.

III

Discrição como técnica

O silêncio, bem administrado, é peça de defesa. Nada se diz publicamente que não sirva ao caso — e o que serve é dito no momento exato.

IV

Presença até o fim

Da delegacia aos Tribunais Superiores, o caso não muda de mãos. A continuidade do responsável é parte da qualidade técnica do resultado.

O Advogado

Lucas Gitirana
Souza de Carvalho

OAB/PE 58.825  ·  Recife — PE

Advogado criminalista. Dedica-se à defesa em investigações e ações penais de alta complexidade e repercussão, com atenção particular aos casos em que o processo caminha ao lado de uma crise pública — e em que defender é, simultaneamente, litigar e conter.

Atua em Recife e em todo o território nacional, inclusive perante o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, em regime de atendimento reservado e disponibilidade permanente.

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